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A lua esta cheia redonda
prateada
a lua esta gravida
do sol que a beijou
que por ela se enamorou
nos seus bracos a tomou
numa cama de estrelas
a deitou e fecundou
a lua feliz com o seu sorriso
nos alumiou
e com a sua beleza nos inspirou
lua dos poetas lua dos indigentes
lua de toda a gente lua dos amantes
lua dos trovadores lua dos cantores
lua dos predadores
que de noite ao luar com o seu uivar
as boas vindas lhes veem dar
lua nova quarto crescente
quarto minguante
lua mentirosa
lua cheia lua dos amores
lua dos cantores
segunda-feira, 21 de março de 2011
domingo, 13 de março de 2011
Nas palavras que te escrevi
na carta que não leste
poema em ti que eu não li
teu corpo despido
das letras com que te vesti
poema nascido por mim tecido
teu corpo nu
poema por mim declamado
poema nascido desejo ardente
com que te respiro
corpo poema dilema dissecado
desejo incontrolado
de teu corpo tocar
notas de queixume arrancar
notas gemidas como uma guitarra
numa noite a chorar poema
em ti corpo nu
minha ébria loucura
minha vontade aprisionada
minha voz amordaçada
suspiro que em mim se apagou
teu corpo despido das letras
com que te vesti poema em ti
nas palavras que te escrevi
na carta que não leste
poema em ti que eu não li
teu corpo despido
das letras com que te vesti
poema nascido por mim tecido
teu corpo nu
poema por mim declamado
poema nascido desejo ardente
com que te respiro
corpo poema dilema dissecado
desejo incontrolado
de teu corpo tocar
notas de queixume arrancar
notas gemidas como uma guitarra
numa noite a chorar poema
em ti corpo nu
minha ébria loucura
minha vontade aprisionada
minha voz amordaçada
suspiro que em mim se apagou
teu corpo despido das letras
com que te vesti poema em ti
nas palavras que te escrevi
Nas palavras que te escrevi
na carta que não leste
poema em ti que eu não li
teu corpo despido
das letras com que te vesti
poema nascido por mim tecido
teu corpo nu
poema por mim declamado
poema nascido desejo ardente
com que te respiro
corpo poema dilema dissecado
desejo incontrolado
de teu corpo tocar
notas de queixume arrancar
notas gemidas como uma guitarra
numa noite a chorar poema
em ti corpo nu
minha ébria loucura
minha vontade aprisionada
minha voz amordaçada
suspiro que em mim se apagou
teu corpo despido das letras
com que te vesti poema em ti
nas palavras que te escrevi
na carta que não leste
poema em ti que eu não li
teu corpo despido
das letras com que te vesti
poema nascido por mim tecido
teu corpo nu
poema por mim declamado
poema nascido desejo ardente
com que te respiro
corpo poema dilema dissecado
desejo incontrolado
de teu corpo tocar
notas de queixume arrancar
notas gemidas como uma guitarra
numa noite a chorar poema
em ti corpo nu
minha ébria loucura
minha vontade aprisionada
minha voz amordaçada
suspiro que em mim se apagou
teu corpo despido das letras
com que te vesti poema em ti
nas palavras que te escrevi
terça-feira, 8 de março de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Sei que nunca terei o que procuro:
um pequeno maremoto.
Sei que nunca terei o que procuro.
Mas busco inconsciente no silencio
escuro dentro de mim
olho à minha volta sentada à beira mar
longe de mim,em mim existo.
Em noites de lua cheia
inúteis dias que consumo nesta busca
inconsciente,
o cheiro a maresia desperta-me
desta letargia.
Olho o mar, está revoltar-se.
Toda a noite o vento soprou forte
escutava as braçadas de espuma
devastando os areais em altas vagas
e o mar de novo a revoltar-se.
Vi depois o mar mudar de rumo
a raiz dos minerais e a própria luz
arrastando-se com dificuldade
Ao ritmo das ondas as águas
perderam-se
pelo corpo fora e penetraram por fim
Mas busco inconsciente
o silencio escuro dento de mim
Sei que nunca terei o que procuro.
Mas busco inconsciente no silencio
escuro dentro de mim
olho à minha volta sentada à beira mar
longe de mim,em mim existo.
Em noites de lua cheia
inúteis dias que consumo nesta busca
inconsciente,
o cheiro a maresia desperta-me
desta letargia.
Olho o mar, está revoltar-se.
Toda a noite o vento soprou forte
escutava as braçadas de espuma
devastando os areais em altas vagas
e o mar de novo a revoltar-se.
Vi depois o mar mudar de rumo
a raiz dos minerais e a própria luz
arrastando-se com dificuldade
Ao ritmo das ondas as águas
perderam-se
pelo corpo fora e penetraram por fim
Mas busco inconsciente
o silencio escuro dento de mim
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Onde Te Encontro??
ao cimo daquele monte!
habito, numa casa arruinada,
onde durmo, num quarto bafiento,
e escuro, não tenho janelas,
no meu quarto!
para ver a lua, e as estrelas,
o chão, do meu quarto, é remendado
com letrinhas miudinhas.
Que continuo a escrever, a alguém
que de mim, não quer saber,
às vezes!! com tanto frio,
não tenho calor!! para me aquecer,
que os meus dedos, não consigo mexer,
para te escrever:
outras vezes! sinto frio, quando está calor!
Continuo, a se um eterno, enamorado!
canto, o amor, a raiva, o ciume!
faço da tristeza,alegria,
escondendo... a minha dor,
invento, Dulcineias!! faço versos,
e prosas,,ofereço-te rosas,
como sofre,o louquinho,diz o vizinho:
sofro!! em silencio, a minha dor
a chorar,para dentro de mim,
sem lágrimas, deitar,e digo a soluçar,
sofro, amo, rio, e ainda sonho!!
Sou um barco, ao Deus dará, ao sabor da maré,
sinto a esperança perdida,quanta mocidade, envelhecida,
quanta, liberdade, roubada,quantos desejos,aprisionados,
quantas,revoltas, silenciosas, quantos, gritos,calados,quantas
chicotadas, levadas,desta vida, que me faz soltar, lamentos,
neste mar, do meu desespero,só sinto um vento forte,
que me empurra para a morte
ao cimo daquele monte!
habito, numa casa arruinada,
onde durmo, num quarto bafiento,
e escuro, não tenho janelas,
no meu quarto!
para ver a lua, e as estrelas,
o chão, do meu quarto, é remendado
com letrinhas miudinhas.
Que continuo a escrever, a alguém
que de mim, não quer saber,
às vezes!! com tanto frio,
não tenho calor!! para me aquecer,
que os meus dedos, não consigo mexer,
para te escrever:
outras vezes! sinto frio, quando está calor!
Continuo, a se um eterno, enamorado!
canto, o amor, a raiva, o ciume!
faço da tristeza,alegria,
escondendo... a minha dor,
invento, Dulcineias!! faço versos,
e prosas,,ofereço-te rosas,
como sofre,o louquinho,diz o vizinho:
sofro!! em silencio, a minha dor
a chorar,para dentro de mim,
sem lágrimas, deitar,e digo a soluçar,
sofro, amo, rio, e ainda sonho!!
Sou um barco, ao Deus dará, ao sabor da maré,
sinto a esperança perdida,quanta mocidade, envelhecida,
quanta, liberdade, roubada,quantos desejos,aprisionados,
quantas,revoltas, silenciosas, quantos, gritos,calados,quantas
chicotadas, levadas,desta vida, que me faz soltar, lamentos,
neste mar, do meu desespero,só sinto um vento forte,
que me empurra para a morte
Onde Te Encontro??
ao cimo daquele monte!
habito, numa casa arruinada,
onde durmo, num quarto bafiento,
e escuro, não tenho janelas,
no meu quarto!
para ver a lua, e as estrelas,
o chão, do meu quarto, é remendado
com letrinhas miudinhas.
Que continuo a escrever, a alguém
que de mim, não quer saber,
às vezes!! com tanto frio,
não tenho calor!! para me aquecer,
que os meus dedos, não consigo mexer,
para te escrever:
outras vezes! sinto frio, quando está calor!
Continuo, a se um e
terno, enamorado!
canto, o amor, a raiva, o ciume!
faço da tristeza,alegria,
escondendo... a minha dor,
invento, Dulcineias!! faço versos,
e prosas,,ofereço-te rosas,
como sofre,o louquinho,diz o vizinho:
sofro!! em silencio, a minha dor
a chorar,para dentro de mim,
sem lágrimas, deitar,e digo a soluçar,
sofro, amo, rio, e ainda sonho!!
Sou um barco, ao Deus dará, ao sabor da maré,
sinto a esperança perdida,quanta mocidade, envelhecida,
quanta, liberdade, roubada,quantos desejos,aprisionados,
quantas,revoltas, silenciosas, quantos, gritos,calados,quantas
chicotadas, levadas,desta vida, que me faz soltar, lamentos,
neste mar, do meu desespero,só sinto um vento forte,
que me empurra para a morte
ao cimo daquele monte!
habito, numa casa arruinada,
onde durmo, num quarto bafiento,
e escuro, não tenho janelas,
no meu quarto!
para ver a lua, e as estrelas,
o chão, do meu quarto, é remendado
com letrinhas miudinhas.
Que continuo a escrever, a alguém
que de mim, não quer saber,
às vezes!! com tanto frio,
não tenho calor!! para me aquecer,
que os meus dedos, não consigo mexer,
para te escrever:
outras vezes! sinto frio, quando está calor!
Continuo, a se um e
terno, enamorado!
canto, o amor, a raiva, o ciume!
faço da tristeza,alegria,
escondendo... a minha dor,
invento, Dulcineias!! faço versos,
e prosas,,ofereço-te rosas,
como sofre,o louquinho,diz o vizinho:
sofro!! em silencio, a minha dor
a chorar,para dentro de mim,
sem lágrimas, deitar,e digo a soluçar,
sofro, amo, rio, e ainda sonho!!
Sou um barco, ao Deus dará, ao sabor da maré,
sinto a esperança perdida,quanta mocidade, envelhecida,
quanta, liberdade, roubada,quantos desejos,aprisionados,
quantas,revoltas, silenciosas, quantos, gritos,calados,quantas
chicotadas, levadas,desta vida, que me faz soltar, lamentos,
neste mar, do meu desespero,só sinto um vento forte,
que me empurra para a morte
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