quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Amor proibido:

escuto no silêncio do vento
a sua voz melodiosa que ele
sopra baixinho na palmeira
junto ao lago

senhora minha
 amada
tenho saudades
de consigo falar
para lhe contar
das minhas mágoas
para lá daquele mar

que a força do meu
destino
para longe de vós me
levou
triste e só me sinto
choro a vossa distancia
nas minhas entranhas
sinto
a dor da solidão
neste mar tão vasto
que é o meu coração
desengano os meus
pensamentos
em tão tristes momentos
que a vêem senhora
parece tão bela
linda e serena parece
uma açucena
flor que eu queria colher
para perfumar o meu triste
viver

senhora parti por si, não podia
ficar não a podia amar
entre ambos só tristeza e pesar
pois não nos podia-mos falar
por isso acabei por me desterrar

senhora não me atrevi,por cobardia
fugi por vós morri
em triste degredo me tenho isto
tudo mereci
que vos posso dizer não tenho
perdão

triste o meu tormento
por tanta cobardia e solidão
espero vosso perdão
linda açucena tenho-a junto
ao meu coração

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3/8/2011:
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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Responde-me o Mar::


Perguntei ao vento

quem tu eras
responde-me
o mar
revoltoso
diz
que és dele
...abre-te
os braços
embala-te
no seu colo

rendido
à tua beleza
ninfa
sedutora
esconde-te
ao mundo

todas ninfas
te invejam
delas
és a mais bela

guardião
do teu encanto
no fundo do seu
ser te encerra

povoas os sonhos
de todos os mares
da terra
em lânguido sono
te deitas
onde o mar
faz amor contigo

Suartekalinca
22/7/2011
im google
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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Os meus Versos


Rasga esses versos que eu te fiz, amor!
Deita-os ao nada, ao pó, ao esquecimento,
Que a cinza os cubra, que os arraste o vento,
Que a tempestade os leve aonde for!


Rasga-os na mente, se os souberes de cor,
Que volte ao nada o nada de um momento!
Julguei-me grande pelo sentimento,
E pelo orgulho ainda sou maior!…


Tanto verso já disse o que eu sonhei!
Tantos penaram já o que eu penei!
Asas que passam, todo o mundo as sente…


Rasgas os meus versos… Pobre endoidecida!
Como se um grande amor cá nesta vida
Não fosse o mesmo amor de toda a gente!…


(Florbela Espanca - A mensageira das violetas)
Os meus Versos


Rasga esses versos que eu te fiz, amor!
Deita-os ao nada, ao pó, ao esquecimento,
Que a cinza os cubra, que os arraste o vento,
Que a tempestade os leve aonde for!


Rasga-os na mente, se os souberes de cor,
Que volte ao nada o nada de um momento!
Julguei-me grande pelo sentimento,
E pelo orgulho ainda sou maior!…


Tanto verso já disse o que eu sonhei!
Tantos penaram já o que eu penei!
Asas que passam, todo o mundo as sente…


Rasgas os meus versos… Pobre endoidecida!
Como se um grande amor cá nesta vida
Não fosse o mesmo amor de toda a gente!…


(Florbela Espanca - A mensageira das violetas)

tirada da net

Ser poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!


Flor Bela Espanca
Tirada da net..

Os versos que tefiz

Os versos que te fiz

Deixe dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer !
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Tem dolencia de veludo caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer !

Mas, meu Amor, eu não te digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz !

Amo-te tanto ! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz.

Flor Bela Espanca
tirada da nete
Aqueles que me têm muito amor
Não sabem o que sinto e o que sou...
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.
E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!

Sinto os passos de Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!

E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar!

Flor Bela Espanca
Tirada da nete