quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

o silencio fala quando 
as palavras
estão trancadas na garganta
o silencio cala as palavras
para o vento não as levar
para longe
o silencio cala as palavras
para as não gastar
para ficarem arrumadas
numa gaveta
para não se inventarem
mais palavras
o silencio fala quando os gestos
perdem a razão
o silencio também fala quando as
palavras não sabem dizer nada
quando as letras que formam a palavra
silencio
ficam sem cor,o silencio fica desmaiado
a cair para o lado
eu falo no silencio que me cala, o meu silencio
fala quando não posso dizer nada

uky.marques:
29/11/2012:
foto uky:

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Como percorro em sonhos



Como percorro em sonhos
teu corpo na praia deitado
acariciando teu ventre
aveludado
gerador de anseios por mim
incentivados
germinando prazeres  nas marés
vivas.do entardecer
com o cabelo solto tapando o teu  
 rosto
entrelaçado nos meus dedos
fios finos de seda,com que bordo as
caricias
nesse corpo repousado na praia deitado
que me fascina ao toque da pele
bordada na seda das minhas palavras
nas marés vivas do meu amanhecer
meu sonho sonhado,teu ventre
aveludado

pub.Suartekalinca
im..google
27/11/2012:



Quero-te tanto meu amor

guardo-te num recanto
dentro de mim
coração alegria em flor
vejo-te no meu olhar
colhendo braçadas de
jasmim

és a minha cobiça,
 minha lua que brilhas
do alto dos teus cabelos
 presos em tranças
douradas

meu enleio apetecido
 lagoas do meu desejo
leio a carta que nunca
me escreves-te
atadas
com fios do arco íris

sei-te  de cor olhos
de mel
 lábios de seda
mãos de arminho
dedos de espuma
caricias de sol
minha papoila
 vermelha,
com vestes de cetim

escondida na ceara imensa
semeada em mim
águia que voa no azul do céu
nas montanhas do
sol

teu sorriso aveludado
nos longos silêncios
sem fim
 cavalo selvagem correndo
 ao vento,no cimo da lua
é o meu pensamento
embrulhado em neblina
que corre para ti

quero te tanto meu amor
volta para mim
coração alegria em flor
vejo-te no meu olhar
colhendo braçadas de
jasmim no meu jardim

Suartekalinca
im..googl:
em 10/3/2012:

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Quedo-me a cismar

quedo-me a cismar
saudades? sim! tenho
de mim!
quando me sabia ler
e entender no meu mundo
 interior
cerrei as portas das muralhas
a ponte levadiça levantei
para não deixar invadir
o meu castelo
frotas de legionários insurrectos
sobem as íngremes rampas do meu coração
não sei quem sou,sou sei o que não sou
talvez seja a moira encantada
uma alma penada num castelo fechada
sem ar e luz,uma flor descuidada
ou sou talvez uma flor caprichosa?
visto-me de saudade, de brocado esgarçado
é o meu destino
percorro-me em mim vejo os olhos, que trazem
presos os meus
tracei os meus braços,e fechei nas minhas mãos
os beijos que me deste,cavaleiro ausente
neste sofrer presente guardo todas as emoções
tanto amor tanta dor
e assim ficarei num cochim sentada com as minhas mãos fechadas,
onde guardei os beijos que me deste, onde espero a tua chegada

Suartkalnca
27
12/201im...gooole

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Amor proibido:

escuto no silêncio do vento
a sua voz melodiosa que ele
sopra baixinho na palmeira
junto ao lago

senhora minha
 amada
tenho saudades
de consigo falar
para lhe contar
das minhas mágoas
para lá daquele mar

que a força do meu
destino
para longe de vós me
levou
triste e só me sinto
choro a vossa distancia
nas minhas entranhas
sinto
a dor da solidão
neste mar tão vasto
que é o meu coração
desengano os meus
pensamentos
em tão tristes momentos
que a vêem senhora
parece tão bela
linda e serena parece
uma açucena
flor que eu queria colher
para perfumar o meu triste
viver

senhora parti por si, não podia
ficar não a podia amar
entre ambos só tristeza e pesar
pois não nos podia-mos falar
por isso acabei por me desterrar

senhora não me atrevi,por cobardia
fugi por vós morri
em triste degredo me tenho isto
tudo mereci
que vos posso dizer não tenho
perdão

triste o meu tormento
por tanta cobardia e solidão
espero vosso perdão
linda açucena tenho-a junto
ao meu coração

pub:Uky:Marques
3/8/2011:
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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Responde-me o Mar::


Perguntei ao vento

quem tu eras
responde-me
o mar
revoltoso
diz
que és dele
...abre-te
os braços
embala-te
no seu colo

rendido
à tua beleza
ninfa
sedutora
esconde-te
ao mundo

todas ninfas
te invejam
delas
és a mais bela

guardião
do teu encanto
no fundo do seu
ser te encerra

povoas os sonhos
de todos os mares
da terra
em lânguido sono
te deitas
onde o mar
faz amor contigo

Suartekalinca
22/7/2011
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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Os meus Versos


Rasga esses versos que eu te fiz, amor!
Deita-os ao nada, ao pó, ao esquecimento,
Que a cinza os cubra, que os arraste o vento,
Que a tempestade os leve aonde for!


Rasga-os na mente, se os souberes de cor,
Que volte ao nada o nada de um momento!
Julguei-me grande pelo sentimento,
E pelo orgulho ainda sou maior!…


Tanto verso já disse o que eu sonhei!
Tantos penaram já o que eu penei!
Asas que passam, todo o mundo as sente…


Rasgas os meus versos… Pobre endoidecida!
Como se um grande amor cá nesta vida
Não fosse o mesmo amor de toda a gente!…


(Florbela Espanca - A mensageira das violetas)